Muchacho-propaganda

image004Quando se pensa em fazer uma lista com os maiores garotos-propaganda da história da propaganda (sic) brasileira, são lembrados o Garoto Bombril, o Casal Unibanco, o vendedor da Casas Bahia entre tantos personagens – inclusive o Rei Pelé. E falando em interpretar a si próprio é que não podemos esquecer de Maradona.

Não sabemos exatamente o quanto nossos hermanos utilizam o torcedor brasileiro caricato em sua comunicação. Tendo a suspeitar que nós exploramos muito mais o tema. (Com muito mais frequência, o que não significa que sempre haja criatividade.) O fato é que não é de hoje – aliás, não é dessa Copa – que contratamos o 10 deles para – invariavelmente – nos fazer rir na hora do reclame. As aparições propriamente foram apenas duas, mas ele “aparece” em outros vários momentos.

Tem essa da Havaianas (2014) com o Romário, com a idéia de deixar o pé direito com a gente e o esquerdo pra eles. Verdade que é uma citação apenas, ele não atua.

E que conta com “A saga do pé esquerdo”, animação para web:

Também dessa temporada, Bom Negócio.com (2014), em que ele é uma poltrona chata, da série de comerciais com “objetos-gente” inconvenientes que já deu até CONAR. A parte do “ai mamita querida” é boa demais:

Há pouco tempo, foi a vez da Conti Bier (2013), dessa vez com um sósia:

A do Guaraná Antarctica (2006) é com certeza o clássico. Gerou polêmica por lá e tudo. Inesquecível:

Mas acho importante citar a campanha da Coca-Cola (2008), no mínimo pela sensacional comparação com o Biro-Biro:

Lá fora, especialmente na Argentina, obviamente, ele é figurinha tarimbada da publicidade. Tenho uma latinha de café gelado que estampava sua figura e que encontrei na China! Por aqui, que venham mais. E que alguma marca pense numa forma verdadeiramente criativa de juntá-lo com o nosso Rei. Sem esquecer claro da belíssima campanha da Louis Vuitton (2010), impressa:

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Atualizando: Erich Beting (Negócios do Esporte) já havia abordado o tema em post de 16/05, sob o título “Maradona ainda é um bom garoto-propaganda no Brasil?

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Arte futebol

Futebol, se bem jogado, pode ser arte. E a arte também busca muita inspiração nas 4 linhas. Publicamos aqui o poster oficial do Mundial de 2014. Se já chega sob críticas e acusações de plágio (do logo da Unilever), por outro lado tem sim seu bom gosto. Criado pela agência Crama, prega a ideia de que “o país inteiro aos pés da bola, como se o Brasil e o futebol fossem uma coisa só”.

Tire suas próprias conclusões e veja se destoa dos posteres das edições anteriores:

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Quem também foi “convidado” pra festa é o artista Romero Britto (um daqueles nossos cases de sucesso, mas que internamente é vaiado quem não critica). Ele produzirá imagens para as cidades-sede. Em entrevista para o site da FIFA do ano passado ele fala um pouco do que pensa sobre futebol e arte, e o peso que isso tem no Brasil.

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Sócrates Brasileiro (1954-2011)

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Perdemos um grande. De tudo o que ele falou, destaco: “Troco os meus gols por um país melhor”

De tudo o que foi dito sobre sua morte, separo: “Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer.” – Flavio Gomes

E de tantas belas colunas e homenagens, reproduzo a do El País:

“Siendo niño me gané en una ocasión el respeto de mi familia. Al parecer, en sueños, había estado hablando de Sócrates. Los que dormían conmigo en esa habitación de familia numerosa lo contaron a la hora de comer. La admiración porque el hijo pequeño mencionara en sueños al filósofo griego confirmó las tremendas expectativas que había generado años antes al anunciar, ante unas visitas, que mi partido político favorito era Euzkadiko Ezquerra, rendido a la bella sonoridad.

De quien hablaba en sueños no era del filósofo, sino del futbolista brasileño, el capitán de la selección, el Doctor Sócrates, que se había convertido en mi jugador favorito al encontrar fascinante su aspecto y su habilidad para tirar penaltis de tacón.

Para no decepcionar a la familia, tan poco aficionada al fútbol, me empleé a fondo en justificar una admiración tan desmedida. Fue bien fácil. Sócrates es de esos pocos futbolistas que permitió que el juego volara a través del negocio y los resultados, convocando una idea universal de arte, carácter y compromiso.

La democracia corinthiana fue una cima de la autogestión deportiva, donde las decisiones de un equipo ganador y exitoso se tomaban en asamblea. En plena dictadura brasileña cada una de sus decisiones iba apoyada en frases de libertad y de exigencia democrática, que acabaron por contagiar a todo el país. Por si fuera poco saldaron las deudas del club y cuando se desmontó la unidad del grupo por razones diversas, las cuentas arrojaban beneficios, cosa inédita en la gestión futbolística.

La tragedia del viejo estadio de Sarriá, cuando Brasil fue eliminada por Italia en el memorable partido del Mundial 82, acrecentó el mito del capitán y aquella selección divertida, espectacular y generosa.

Dicen que el entrenador Telê Santana afirmaba que lo importante no era jugar para ganar, sino para ser recordados. Y en aquel caso, pese a que el futuro destrozaría muchas ilusiones, y la contabilidad y el resultadismo degradarían nuestro mundo, tuvo toda la razón.

Vence el recuerdo y nos mantenemos firmes en la fidelidad a aquella propuesta, claro que sí. Y por eso la segunda muerte de Sócrates la sentimos como particular y cercana, por todas aquellas cosas que nos invitó a imaginar, a tratar de poner en pie durante una vida.”

Por fim, vale emendar o posts que já havíamos feito sobre Sócrates, o filósofo a favor da arte.

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O camisa “10”

Introdução
Tudo começou por uma desorganização da CBF. Na véspera da Copa de 58, na inscrição dos jogadores não havia um membro da entidade brasileira, e o responsável por numerar a camisa dos jogadores foi o uruguaio Lorenzo Villizio, integrante do comite organizador da copa.
Ele escolheu aleatoriamente. Gilmar, o goleiro, ficou com a 3. Pelé, até então um desconhecido para o mundo ficou com a 10. E nessa mesma copa eternizou a camisa.

O “camisa 10” do futebol. Nenhum outro jogador está tão relacionado ao futebol arte de seu time quanto ele. Não precisa necessariamente usar este número em sua camisa. Na última copa o jogador que garantiu o bom futebol apresentado pela Fúria, foi Xavi Hernandez, utilizando a camisa 8.

O “camisa 10”, é aquele jogador que prima mais pela inteligência do que pela técnica. Não que seja pouco técnico, muito pelo contrário, via de regra são extremamente habilidosos com a bola nos pés. O grande diferencial deles, é a velocidade de raciocínio e seu poder de visualizar a jogada segundos antes dos reles mortais. Ele é o cara, é decisivo, fatal, imortal.

Para mim, os 10 melhores “camisas” 10 que vi jogar. (De 90 para cá)
– Maradona, Rai, Neto, Hagi, Rivaldo, Zidane, Riquelme, Kaká, Ronaldinho Gaucho e já ouso colocar Ganso.

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Deve ser legal ser negão no Senegal

“Deve ser legal ser negão no senegal” já dizia Chico César em sua música “Mama Africa”. Deve ter sido mais legal ainda ser negão no senegal durante a copa de 2002.

Os Senegaleses, que até então eram pouco conhecidos no “Atlas” do futebol, tinha se classificado pela primeira vez para uma Copa do Mundo. E cairam num grupo fortissimo, formado pela França(Atual campeã na época) Uruguai e Dinamarca.

A primeira partida daquela copa era para ser uma “babada” para os franceses, mas quem fez bonito foram os africanos. Defesa sólida, comandada por um ótimo goleiro (Tony Sylva) e um contra-ataque matador, comandados por Diouf – atacante à moda antiga, que parte para o drible a qualquer momento. Saldo final – Senegal 1×0 França.

Segundo jogo, 1×1 contra a Dinarmca, mas o gol Senegales foi um dos mais belos da história dos mundiais, uma aula de contra-ataque. 3×3 depois de estar vencendo foi o resultado contra o Uruguai. Os africanos quase pagaram caro por achar que o jogo já estava ganho no primeiro tempo.

Contra a Suécia, belissimo jogo, que só acabou no Golden Gol (morte súbita) de Camara. 2×1 Senegal. Nas quartas, o jogo foi contra a Turquia. Eu queria muito que eles ganhassem, já que seriam a primeira seleção africana semifinalista e jogariam contra o Brasil. Mas infelizmente, a aplicação tática turca superou o talento e ousadia dos senegaleses.

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Parabéns, Fúria!

É verdade que essa Copa não foi uma beleza de futebol. Mas menos mal que venceu quem mais tocou a bola e valorizou o jogo bem jogado. Parabéns à Espanha, que vem fazendo por merecer já há algum tempo. Eficiência por eficiência, a taça está nas boas mãos de Villa e compania. Compania essa de excelentes e brilhantes carregadores de piano, com uma dose de talento e sob a batuta do sempre tranquilo Del Bosque.

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Sócrates, o filósofo a favor da arte!

Achei no blog do Sócrates, um post sobre a mudança na forma de se jogar futebol, onde atualmente os treinadores e cartolas estão somente focados no futebol de resultados, esquecendo a beleza do espetáculo. E acho que o pensamento dele resume nossa maneira de encarar o futebol. Segue o post:

Ganhar a qualquer custo

Hoje só se pensa em ganhar a qualquer custo. É claro que este tipo de conceito não surgiu de uma hora para outra; isso fica muito claro quando aquilo que pareceria um absurdo algumas décadas atrás se torna realidade recorrente do contexto atual. Bons jogadores e até craques incontestáveis são esquecidos quando de uma convocação mesmo que na Seleção Brasileira. Por isso, e só por isso, alguns de nossos melhores jogadores assistiram a Copa da África do Sul bem longe de lá.

Jogadores limitados que jamais chegariam a uma Seleção hoje lá estão e muito valorizados por quem os chama. Muito desta postura deve-se ao medo de se expor. Quem faz a opção mais lógica de buscar um time que tenha poder de superar a maioria dos seus adversários tem antes de tudo de possuir coragem para esta empreitada, pois enfrentará grandes resistências. Sabedor disso ele opta por jogadores que têm como única característica evitar que o oponente jogue.

Inconscientemente escolhe por jogar feio porque assim é mais fácil explicar uma derrota do que jogando com arte. Felizmente sempre encontramos quem age contra esta linha de pensamento e nos mostra que é possível buscar coerência no espetáculo que é e sempre deve ser o futebol, como a seleção alemã nesta Copa do Mundo.

Finalmente, não nos esqueçamos que este esporte é um agente educativo quando feito com arte, criatividade, beleza e liberdade. Do jeito que está só estimula a violência, individualismo e a busca do sucesso a qualquer preço. Isto é: nada que importa para o bem do ser humano e da sua evolução.

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