O camisa “10″

Introdução
Tudo começou por uma desorganização da CBF. Na véspera da Copa de 58, na inscrição dos jogadores não havia um membro da entidade brasileira, e o responsável por numerar a camisa dos jogadores foi o uruguaio Lorenzo Villizio, integrante do comite organizador da copa.
Ele escolheu aleatoriamente. Gilmar, o goleiro, ficou com a 3. Pelé, até então um desconhecido para o mundo ficou com a 10. E nessa mesma copa eternizou a camisa.

O “camisa 10″ do futebol. Nenhum outro jogador está tão relacionado ao futebol arte de seu time quanto ele. Não precisa necessariamente usar este número em sua camisa. Na última copa o jogador que garantiu o bom futebol apresentado pela Fúria, foi Xavi Hernandez, utilizando a camisa 8.

O “camisa 10″, é aquele jogador que prima mais pela inteligência do que pela técnica. Não que seja pouco técnico, muito pelo contrário, via de regra são extremamente habilidosos com a bola nos pés. O grande diferencial deles, é a velocidade de raciocínio e seu poder de visualizar a jogada segundos antes dos reles mortais. Ele é o cara, é decisivo, fatal, imortal.

Para mim, os 10 melhores “camisas” 10 que vi jogar. (De 90 para cá)
- Maradona, Rai, Neto, Hagi, Rivaldo, Zidane, Riquelme, Kaká, Ronaldinho Gaucho e já ouso colocar Ganso.

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Deve ser legal ser negão no Senegal

“Deve ser legal ser negão no senegal” já dizia Chico César em sua música “Mama Africa”. Deve ter sido mais legal ainda ser negão no senegal durante a copa de 2002.

Os Senegaleses, que até então eram pouco conhecidos no “Atlas” do futebol, tinha se classificado pela primeira vez para uma Copa do Mundo. E cairam num grupo fortissimo, formado pela França(Atual campeã na época) Uruguai e Dinamarca.

A primeira partida daquela copa era para ser uma “babada” para os franceses, mas quem fez bonito foram os africanos. Defesa sólida, comandada por um ótimo goleiro (Tony Sylva) e um contra-ataque matador, comandados por Diouf – atacante à moda antiga, que parte para o drible a qualquer momento. Saldo final – Senegal 1×0 França.

Segundo jogo, 1×1 contra a Dinarmca, mas o gol Senegales foi um dos mais belos da história dos mundiais, uma aula de contra-ataque. 3×3 depois de estar vencendo foi o resultado contra o Uruguai. Os africanos quase pagaram caro por achar que o jogo já estava ganho no primeiro tempo.

Contra a Suécia, belissimo jogo, que só acabou no Golden Gol (morte súbita) de Camara. 2×1 Senegal. Nas quartas, o jogo foi contra a Turquia. Eu queria muito que eles ganhassem, já que seriam a primeira seleção africana semifinalista e jogariam contra o Brasil. Mas infelizmente, a aplicação tática turca superou o talento e ousadia dos senegaleses.

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Parabéns, Fúria!

É verdade que essa Copa não foi uma beleza de futebol. Mas menos mal que venceu quem mais tocou a bola e valorizou o jogo bem jogado. Parabéns à Espanha, que vem fazendo por merecer já há algum tempo. Eficiência por eficiência, a taça está nas boas mãos de Villa e compania. Compania essa de excelentes e brilhantes carregadores de piano, com uma dose de talento e sob a batuta do sempre tranquilo Del Bosque.

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Sócrates, o filósofo à favor da arte!

Achei no blog do Sócrates, um post sobre a mudança na forma de se jogar futebol, onde atualmente os treinadores e cartolas estão somente focados no futebol de resultados, esquecendo a beleza do espetáculo. E acho que o pensamento dele resume nossa maneira de encarar o futebol. Segue o post:

Ganhar a qualquer custo

Hoje só se pensa em ganhar a qualquer custo. É claro que este tipo de conceito não surgiu de uma hora para outra; isso fica muito claro quando aquilo que pareceria um absurdo algumas décadas atrás se torna realidade recorrente do contexto atual. Bons jogadores e até craques incontestáveis são esquecidos quando de uma convocação mesmo que na Seleção Brasileira. Por isso, e só por isso, alguns de nossos melhores jogadores assistiram a Copa da África do Sul bem longe de lá.

Jogadores limitados que jamais chegariam a uma Seleção hoje lá estão e muito valorizados por quem os chama. Muito desta postura deve-se ao medo de se expor. Quem faz a opção mais lógica de buscar um time que tenha poder de superar a maioria dos seus adversários tem antes de tudo de possuir coragem para esta empreitada, pois enfrentará grandes resistências. Sabedor disso ele opta por jogadores que têm como única característica evitar que o oponente jogue.

Inconscientemente escolhe por jogar feio porque assim é mais fácil explicar uma derrota do que jogando com arte. Felizmente sempre encontramos quem age contra esta linha de pensamento e nos mostra que é possível buscar coerência no espetáculo que é e sempre deve ser o futebol, como a seleção alemã nesta Copa do Mundo.

Finalmente, não nos esqueçamos que este esporte é um agente educativo quando feito com arte, criatividade, beleza e liberdade. Do jeito que está só estimula a violência, individualismo e a busca do sucesso a qualquer preço. Isto é: nada que importa para o bem do ser humano e da sua evolução.

Segue o link do post original.

- http://socrates.blog.terra.com.br/2010/07/05/ganhar-a-qualquer-custo/

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Futebol é Arte

Se futebol é arte, de vez em quando é bom apreciá-lo como tal. Em São Paulo estão rolando algumas exposições bem interessantes. A maioria, pelo embalo da Copa, mas muito interessantes. Lá vai:

MIS

Exposição “Colecionando Futebol”, de fotos que rola no MIS de 19/6 até 27/6 (Terça – sábado, 12:00 – 19:00; domingos e feriados, 11:00 – 18:00.) Acontece junto com o Encontro Paulista de Troca de Figurinhas.

Mais informações: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=576

MuBE

No MuBE (Av. Europa, 218) está acontecendo a exposição “Os onze futebol e arte. África do Sul 2010 X Brasil 2014″. É uma exposição de artes plásticas (não descobri do que se trata exatamente) de artistas brasileiros e africanos (do sul). Do dia 17/6 até 17/7, das 9h ás 19h.

Shopping Eldorado

No Eldorado tem uma Jabulani gigante. Também não sei até quando.

Shopping Market Place

Não sei até quando, mas no Market Place está rolando uma exposição MUITO bacana de réplicas de estádios famosos. É emocionante para qualquer torcedor ver seu estádio ali em miniatura. Obras de um artista brasileiro que me falta o nome agora. Muito legal mesmo, tem até uma maquete do Morumbi nos anos 60, que como descobri, era bem diferente. Acho que acaba no fim de junho. Mas segue uma palhinha:

O Old Trafford (Manchester United) e o Monumental de Nuñez (River Plate)

Morumbi (São Paulo)

Shopping Morumbi

Tá rolando a exposição de fotos “Peladas”, de Caio Vilela. De 11/6 a 11/7, no piso Superior Expansão. São fotos das típicas peladas.

Aproveitando que estará por lá, desça tudo, na frente da Hägen Daas, tem uma chuteira F50 Adizero da Adidas em tamanho gigante.

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Chuteira por Microfone

Em cima: Junior Marvin, Toquinho, Penetra Em baixo: Jacob Miller, Chico Buarque, Paulo César Caju e Bob Marley


Acho que todos sabem que o rei do Reggae, Bob Marley, era fã de futebol! Cantores do mundo inteiro sempre opinam , jogam e, demonstram seu amor pelo esporte bretão. E quando acontece ao contrário, quando jogadores de futebol resolvem deixar a bola de lado para mostrar seu talento (ou não) nos microfones.
Nós, brasileiros, sabemos que Pelé (ABC, ABC, toda criança…..) sempre teve um quedinha para música. Agora, você sabia que Franz Beckenbauer já deu uma de cantor romântico? E que Maradonna também já deu uma de cantor brega? Agora, o mais engraçado é que Ruud Gulit, craque Holandes da década de 80/90, trocou as chuteiras para virar cantor de Reggae! Segue o link para vocês verem se os craques de bola também mandam bem no microfone!
http://www.footballandmusic.co.uk/the-talent-round/

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Bicicleta – A conclusão Arte

Aqui o craque do ISSS Allejo dispensa a cabeçada e da uma bike

A bicicleta, foi inventada no século XIX na Europa. Com cerca de um bilhão de unidades em todo o mundo, a bicicleta é usada tanto como meio de transporte no ciclismo utilitário, como objeto de lazer e blah blah blah…..não é sobre essa bicicleta que vamos falar e sim sobre a mais bela conclusão ao gol que há no futebol.

A Bicicleta é um dos momentos mais raros e belos em uma partida de futebol. Criada para momentos de dificuldade, como quando a boa é alçada na área e o atacante esta de costas para ela, quando ele domina no peito de costas para o gol e dá o giro, ou simplesmente quando ele poderia realizar qualquer outro movimento para concluir ao gol e decide pela bicicleta simplesmente por sua plasticidade.

Inventada pelo brasileiro Leônidas da Silva, o movimento artistico foi realizado em diversos palcos, como na Copa de 38 onde impressionou o mundo com a elasticidade e plasticidade do lance. A mais famosa, com direito a foto, foi na goleada por 8×0 do São Paulo em cima no Juventus, no Pacaembu.

Mas quem realmente eternizou o lance foi, é claro, Pele. Segundo estudos de professores de Física da USP, o movimento realizado pelo rei era perfeito, e como disse o Prof. Marcos Duarte ” A bicicleta de Pelé é um curso completo de mecânica. Para quem se interessar mais por esse estudo seguem dois links: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/fisica/fisica-explica-a-bicicleta-ideal/
http://www.usp.br/agen/repgs/2002/pags/170.htm

Ciência à parte, vamos para o lado emocional do futebol, seguem as Bikes mais belas da história.

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